sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Pele literal


Poema Sexo
Olhar tua pele
E escrever com a língua
as linhas do arrepio
.
Olhar-te o monte
e cavar
com dentes
curvas de fome
.
descer
equatorial
dividindo em duas
tuas (e minhas) vontades
.
.
(...respira...)
.
.
Quero abrir pro meu mundo
Teu vale, tua lava
Queimar, queimar
Até amanhecer(de novo)
Cinza em teus braços...
.
........Michel Costa
*************************************
Poema Afobiado
.
É na crina dos instintos
Que me agarro descabelado
.
Na esquina dos sentidos
De suor e espasmos
.
Coração a galope
que corre sem chegar
.
A tensão da espera
que não venha o findar
.
Pele curtida na língua
E no suor
.
Crepúsculo de meu Eu
Que desabe sobre ti,
Cama de desejos
.
....Michel Costa
*****************************
Agógica
.
queria fazer música...
tuas curvas em glissando
tocando com dedos arqueados
A respiração agógica
de dois corpos em sinfonia
.
........Michel Costa

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Dos vivos sabemos

Mas como matar fantasmas?
A frieira quente que come os dedos...

Como matar fantasmas...
O medo que
..pula
Na esquina ou no andor

e do mesmo céu
das mesmas estrelas


...
ninguém entende os fantasmas
Esquecem que vem da flor
Antes do espinho...
Planta criada à des-razão
Raiz de peito,
mas

ninguém entende os fantasmas
mesmo.
Ula
o Pulo

bola pra frente
e as pegadas no sumiço


...(Michel Costa)

domingo, 28 de setembro de 2008

Sulcos, Cotidiano














Um sulco
Um líquido aberto no tempo
Uvas e uma lembrança
Todo domingo é dia de uva
Um suco




Assim diz meu pai
e assim faço
Todo domingo

Mil olhos negros
e neles mil rostos meus
Em cada rosto uma saudade
Triturada
Riscada no templo-motor
Li.qu.i.di;fica.dor




Depois de batido
Meu sumo
Bebo


E já é segunda...





...(Michel Costa)

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

quando...até.

Poema



Quando os olhos falam
o que a boca cala
e o medo esconde


O riso amarelo
que encapa a fronte

Quando o onde se foi
E o não sei
nada
diz, portanto...


quando as palavras
caem das flores
para alimentar as raízes

Eu silencio
Meu Canto.

Sou margem
água ferida e cristalina

Sou pária
numa dança só de simetria

Neste canivete aberto em salão
Passos riscados na multidão

E neste balé da minha vida
quanto mais amor, mais pinga
Uma labareda de 10 quilos*

"doce pra quem descobrir que eu sou triste"**



**Verso de Antonio Mariano.
*Poema de Michel Costa

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

bocas


engraçado...

ao vermos um sorriso
nada mais é,
que só riso.

riso, só.
parcela dividual
in vida

ponto racional

apenas riso

Solitário

...Michel Costa

domingo, 7 de setembro de 2008

A quem maágua[do]

É preciso trabalhar
Sem trégua
Sol a Pino, revolver
A má-água da terra
Secar a areia fina
E debulhar os Grãos

É preciso trabalhar sem régua
Secar o suor das mãos,
Engilhadas por pão e calmaria
Pouvilhos nas feridas
De uma tarde Aberta

É preciso a quem interessar possa
Dormir sonhos de paz
E acordá-los nos pés
Caminhando os bons
e os maus rios
Cheios de pão e pó...

E as árvores continuam verdes
no Caminho...


...Michel Costa

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Sorte de hoje: A felicidade está no horizonte da sua vida

Antes de lá
que estivesse aqui...
Horizonte inalcansável
uma mentira amiga

A felicidade é estar presente
feito gota de orvalho
quando beija a folha
quando cheira-flor

E que cansa de esperar
Pois "a vida é pra valer
a vida é pra levar"
êh pai vinícius
Velho Saravá