domingo, 28 de setembro de 2008

Sulcos, Cotidiano














Um sulco
Um líquido aberto no tempo
Uvas e uma lembrança
Todo domingo é dia de uva
Um suco




Assim diz meu pai
e assim faço
Todo domingo

Mil olhos negros
e neles mil rostos meus
Em cada rosto uma saudade
Triturada
Riscada no templo-motor
Li.qu.i.di;fica.dor




Depois de batido
Meu sumo
Bebo


E já é segunda...





...(Michel Costa)

5 comentários:

LAU SIQUEIRA disse...

Anram! E esse gran finale com um jeito Cummings de ser, ficou tudo de bom.
Cara, na verdade acho que nunca sei se os olhos são espelhos ou se os espelhos guardam algumas centenas de milhares de olhos.
Parabéns pelo poema. Escreva sempre! Faz bem pro coração e pra mente.
há braços!

Márcia Leite disse...

Poema com gosto de rotina que se faz novidade! Lindo! Bjo bjo!

Gláucia disse...

Fico tão orgulhosa de você... PARABÉNS!!!

Geraldo Junior disse...

Belas palavras, amigo! Vou colocar um link no meu blog, certo?! Grande abraço!

Kalynha disse...

Esse que acho é lindo!
Fico tão orgulhosa por você
Paarabéns!
Abaraço
Beejo da sua amiga Kalynha(Kalina Lígia)