quarta-feira, 1 de abril de 2009

A fonte

Me era uma vez
Não há muito tempo
A fonte
de Desejos
moedas e do ensejo.


Por ela passaram copos
Baldes e árvores. Cada
qual com seu intento:
Ser pássaro, ser folha
e objeto.

Desaguava nas ondas do vento
da respiração da terra
até sumir uma rocha do rio.

Saí fortuito à ver o espelho
E vi que uma alma minguava.
Inumana, tácita e distante
Sem reflexo, seca e passante...

Na solidão das pedras
As águas eram quem tinham sede.

M.C.