quinta-feira, 25 de setembro de 2008

quando...até.

Poema



Quando os olhos falam
o que a boca cala
e o medo esconde


O riso amarelo
que encapa a fronte

Quando o onde se foi
E o não sei
nada
diz, portanto...


quando as palavras
caem das flores
para alimentar as raízes

Eu silencio
Meu Canto.

Sou margem
água ferida e cristalina

Sou pária
numa dança só de simetria

Neste canivete aberto em salão
Passos riscados na multidão

E neste balé da minha vida
quanto mais amor, mais pinga
Uma labareda de 10 quilos*

"doce pra quem descobrir que eu sou triste"**



**Verso de Antonio Mariano.
*Poema de Michel Costa

Um comentário:

Maria Juliana disse...

É nada? Pense numa tristeza bonita ...