domingo, 7 de setembro de 2008

A quem maágua[do]

É preciso trabalhar
Sem trégua
Sol a Pino, revolver
A má-água da terra
Secar a areia fina
E debulhar os Grãos

É preciso trabalhar sem régua
Secar o suor das mãos,
Engilhadas por pão e calmaria
Pouvilhos nas feridas
De uma tarde Aberta

É preciso a quem interessar possa
Dormir sonhos de paz
E acordá-los nos pés
Caminhando os bons
e os maus rios
Cheios de pão e pó...

E as árvores continuam verdes
no Caminho...


...Michel Costa

2 comentários:

Márcia Leite disse...

Ai, lembrei demais do Cio da Terra, de Chico e Milton.

Lindo, viu?!

=)

Sonhos Crônicos disse...

Engraçado...
a proposta é transformar isso em música..
hehehe
Vamo lá,
"Nós polimos as almas com a lixa do verso."
Maiakóvski


Abração!!