O que sai do trajeto de casa para o trabalho... é o que dá dar aula em Lucena....
A Balsa e a Chuva
O porto
Comporta o mar
Que repete a chuva
O Barco
vê o cais vestido de noiva
rangendo a música
das agulhas
e de água chinesa
tricor
tando as costas
A alma é o resto
e
vê no porto-sol
O pôr-da-noite...
trafegáveis vagas
nas malhas
do destino
***********************
M.aresia
No mar
Vi um agulhão
Que nadava para o prato
Enquanto isso
Alimentava os olhos
M.C.
Sonho que se sonha só é só um sonho... Independente de qualquer um, a minha realidade
quinta-feira, 3 de junho de 2010
terça-feira, 9 de março de 2010
Presente
É bom vermos no coração do outro
Um ninho onde re pousar.
Onde pausar e refletir.
Sentir a lã do carinho
e com ela tecer outras mensagens...
Na extensão plena destas teias
dons de sermos felizes com palavras
e com risos
numa simples página azul...
Sim, a vida também é azul.
E branda. e ForTe.
E onde ela não alcançar
não faz mal.
No além da memória
Caminhamos de outras formas
os mesmos passos...
M.C.
Um ninho onde re pousar.
Onde pausar e refletir.
Sentir a lã do carinho
e com ela tecer outras mensagens...
Na extensão plena destas teias
dons de sermos felizes com palavras
e com risos
numa simples página azul...
Sim, a vida também é azul.
E branda. e ForTe.
E onde ela não alcançar
não faz mal.
No além da memória
Caminhamos de outras formas
os mesmos passos...
M.C.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Poesia é dádiva compartilhada. Em tudo, arte armada no circo do caminho. Dos sonhos, inclusive os que não sonhamos, mas que florescem em outras mentes.
Verso pernambucado, embolante-bambado. Verso violão.
Nas curvas das letras, um pouco de Bigio pra vocês.
POEMA NO TOM
..................Para Milla Bigio
"Esse ACORDE
É para que você se deite.
..............E sinta o toque...
As cordas de aço
......Gritam:
Dó(i), Dó(i)!
...E o som majestoso se faz
Numa frequência física
Hertz
..Hearts
Uma só batida
Pode dar Samba
...Pode dar Samba;"
.....Mariane Bigio
domingo, 18 de outubro de 2009
Inane
As águas matam
de inanição com o ar
da tua espera
Minhas raízes
Encharcadas de pó
Minhas lágrimas
Esquecidas da arte de chorar
tudo e nada
de uma sede úmida
de talhar palavras
No alquebrar de gotas
por uma vida que
não espera
M.C.
de inanição com o ar
da tua espera
Minhas raízes
Encharcadas de pó
Minhas lágrimas
Esquecidas da arte de chorar
tudo e nada
de uma sede úmida
de talhar palavras
No alquebrar de gotas
por uma vida que
não espera
M.C.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Por um canto Latino Americano

Homenagem à Mercedes Sosa, La Negra, que nos deixou este domingo, partindo em sonos e sonhos de uma América do Sul Livre.
La Negra
Morre
e nós, de luto
Cantamos
A voz escura
de bandeiras vermelhas
- e nós,
Cantamos -
Fronteiras
Sem paredes...
Andina,
Nordestina,
de uma luta
que não cabe na caixa
se espalha
Ao fim de uma sina
vestida de mar.
Duerme à tua hora,
Estrellita del alma
Duerme
que nosso corpo
segue à tua canção
M. C.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Propostas 2
Te proponho um beijar caudaloso,
desprendido e ácido
Sem amarras que vão além dos lábios
E os braços deslaçados como camas
feito um aberto exercício de mantra
Te proponho meus pés e os teus
Num miraculoso caminhar para a via
E nesse amor incomum, palavras-mudas
semeadas no jardim.
Quem sabe o que floresce das cartas
Neste jogo de pele?
Carne acima e abaixo
da umidade,
Me traz por completo
E eu três vezes me infinito.
M.C
desprendido e ácido
Sem amarras que vão além dos lábios
E os braços deslaçados como camas
feito um aberto exercício de mantra
Te proponho meus pés e os teus
Num miraculoso caminhar para a via
E nesse amor incomum, palavras-mudas
semeadas no jardim.
Quem sabe o que floresce das cartas
Neste jogo de pele?
Carne acima e abaixo
da umidade,
Me traz por completo
E eu três vezes me infinito.
M.C
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