quinta-feira, 3 de junho de 2010

O que sai do trajeto de casa para o trabalho... é o que dá dar aula em Lucena....



A Balsa e a Chuva

O porto
Comporta o mar
Que repete a chuva

O Barco
vê o cais vestido de noiva
rangendo a música
das agulhas
e de água chinesa
tricor
tando as costas



A alma é o resto
e
vê no porto-sol
O pôr-da-noite...
trafegáveis vagas
nas malhas
do destino


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M.aresia

No mar
Vi um agulhão
Que nadava para o prato
Enquanto isso
Alimentava os olhos



M.C.

terça-feira, 9 de março de 2010

Presente

É bom vermos no coração do outro
Um ninho onde re pousar.
Onde pausar e refletir.
Sentir a lã do carinho
e com ela tecer outras mensagens...

Na extensão plena destas teias
dons de sermos felizes com palavras
e com risos
numa simples página azul...


Sim, a vida também é azul.
E branda. e ForTe.
E onde ela não alcançar
não faz mal.
No além da memória
Caminhamos de outras formas
os mesmos passos...





M.C.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010




Poesia é dádiva compartilhada. Em tudo, arte armada no circo do caminho. Dos sonhos, inclusive os que não sonhamos, mas que florescem em outras mentes.





Verso pernambucado, embolante-bambado. Verso violão.

Nas curvas das letras, um pouco de Bigio pra vocês.




POEMA NO TOM


..................Para Milla Bigio



"Esse ACORDE
É para que você se deite.
..............E sinta o toque...


As cordas de aço
......Gritam:
Dó(i), Dó(i)!
...E o som majestoso se faz
Numa frequência física

Hertz

..Hearts

Uma só batida

Pode dar Samba
...Pode dar Samba;"



.....Mariane Bigio




domingo, 18 de outubro de 2009

Inane

As águas matam
de inanição com o ar
da tua espera

Minhas raízes
Encharcadas de pó
Minhas lágrimas

Esquecidas da arte de chorar


tudo e nada
de uma sede úmida
de talhar palavras
No alquebrar de gotas
por uma vida que
não espera



M.C.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Por um canto Latino Americano



Homenagem à Mercedes Sosa, La Negra, que nos deixou este domingo, partindo em sonos e sonhos de uma América do Sul Livre.











La Negra


Morre
e nós, de luto
Cantamos


A voz escura
de bandeiras vermelhas


- e nós,
Cantamos -


Fronteiras
Sem paredes...
Andina,
Nordestina,
de uma luta
que não cabe na caixa


se espalha
Ao fim de uma sina
vestida de mar.


Duerme à tua hora,
Estrellita del alma
Duerme



que nosso corpo
segue à tua canção


M. C.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Propostas 2

Te proponho um beijar caudaloso,
desprendido e ácido
Sem amarras que vão além dos lábios

E os braços deslaçados como camas
feito um aberto exercício de mantra

Te proponho meus pés e os teus
Num miraculoso caminhar para a via
E nesse amor incomum, palavras-mudas
semeadas no jardim.

Quem sabe o que floresce das cartas
Neste jogo de pele?

Carne acima e abaixo
da umidade,
Me traz por completo


E eu três vezes me infinito.



M.C

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Meu amor,
Explícito em via pública,
Atenta
o pudor púbico

Meu amor,
distribuído em teus ouvidos,
a.garra o vermelho sim
do não pudico


Meu amor...
é primata e antecipado


Meu amor...
Casca de nuvem

.
e
Calhamaço inaudito
.


Esse amor, (?!)
ah se tivesse coragem!!

M.C.