terça-feira, 12 de agosto de 2008

Último e verso

Antes do fim,
Vem o último verso
Um pouco de mim,
a frente do avesso.

Antes de mim,
O primeiro verso.
Cidadão talhado
Com o mínimo cuidado
por olhos e marés...

Rouge Carmim.
É o último verso
Do tempo tártaro.
Pele esquecida da vida
Que nem o livro roeu...

Antes? Qualquer coisa...

. . . Michel Costa

2 comentários:

Sonhos Crônicos disse...

é a Bilora, a moira nordestina que rapa o cizal do juízo...

Márcia Leite disse...

Vida, morte e poesia. Início, fim e poesia. Mas ela sempre aqui e lá e ali, a poesia!

O que seria de nós sem...?

=*
=)