terça-feira, 14 de julho de 2009

Carneiros


Carneiros envoltos
em algodão
doce é
Brincar de ser
Aprendiz de amar
Nas m i n u cio sas noites
de Luar

Pulando pra espantar o sono
Quem ama não dorme
Antes de ser feliz
Antes de um lápis
ou giz
Riscar temporal
Antes de uma manhã
de Carnaval


Carneiros de volta
Algodão de ser
Aprendiz de Luar
Nas minuciosas noites
de Amar

M.C.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

A Natureza



A natureza mais bela

Soa antes do florescer

Reside na espera.
no ribeirão. .

em suas margens de tempo

Por isso nada perturbo

Deixo
Qu'in natura
reza a calma
Em natura reza a forma

Verde verde
que em mim deita,
acende estopim de lua...


M.C.

terça-feira, 5 de maio de 2009



Aprendi a escutar o reflex -I
dos nossos desejos
a harpa cotidiana
dos nossos gritos
e todas as pedras
renitentes em seu silêncio


E neste espelho
me encontrei n'outras faces...

M.C.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

A fonte

Me era uma vez
Não há muito tempo
A fonte
de Desejos
moedas e do ensejo.


Por ela passaram copos
Baldes e árvores. Cada
qual com seu intento:
Ser pássaro, ser folha
e objeto.

Desaguava nas ondas do vento
da respiração da terra
até sumir uma rocha do rio.

Saí fortuito à ver o espelho
E vi que uma alma minguava.
Inumana, tácita e distante
Sem reflexo, seca e passante...

Na solidão das pedras
As águas eram quem tinham sede.

M.C.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Cores e Lírios

É sempre quando alguém vem e nos desperta um poder de céu nos olhos. Com carinho,




Menina lírio

dos olhos de lagoa
ginga no vento tua vaga
e teus véus

Menina lírio
dos olhos navegáveis
Porto de atenção
E inquietas brumas

(...)


Ancoro neste rio e penso:

Quantas e quais imagens
para descrever um sonho?



Menina Lírio dos olhos...




M.C.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Sermos

Quem não sente
O peso das palavras,
Que malhe a cabeça
Com a marra da
SenSibilidaDe

Tenha no cabedal
A flor

As marcas do anjo
Querobem

Os pesos de Colombo
E de Sísifo


E saiba que
a cada restan
te
de tempo
Mercúrio passa
Toxicamente
Alisando aqueles
Que despesam
a potência do sermo

.....M.C.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Pele literal


Poema Sexo
Olhar tua pele
E escrever com a língua
as linhas do arrepio
.
Olhar-te o monte
e cavar
com dentes
curvas de fome
.
descer
equatorial
dividindo em duas
tuas (e minhas) vontades
.
.
(...respira...)
.
.
Quero abrir pro meu mundo
Teu vale, tua lava
Queimar, queimar
Até amanhecer(de novo)
Cinza em teus braços...
.
........Michel Costa
*************************************
Poema Afobiado
.
É na crina dos instintos
Que me agarro descabelado
.
Na esquina dos sentidos
De suor e espasmos
.
Coração a galope
que corre sem chegar
.
A tensão da espera
que não venha o findar
.
Pele curtida na língua
E no suor
.
Crepúsculo de meu Eu
Que desabe sobre ti,
Cama de desejos
.
....Michel Costa
*****************************
Agógica
.
queria fazer música...
tuas curvas em glissando
tocando com dedos arqueados
A respiração agógica
de dois corpos em sinfonia
.
........Michel Costa