Uma rosa plantada no mar
Cava vagas
Cava às cegas
E debulha o sal
- baga
a baga -
seu rosário penitente
E traz,
em seu burilar de fé,
sua prece pício.
E faz
despencar a fé
em chuva cadente
rasgando a cortina
com sóis prismados
reza a rosa,
chove a rosa,
e alimenta, seca, a sede do mar
Sonho que se sonha só é só um sonho... Independente de qualquer um, a minha realidade
domingo, 3 de setembro de 2017
quarta-feira, 19 de julho de 2017
À tese
Escrever não é. Para aos poucos
a testa em riste, o teso das palavras.
Tesão engasgado no malho das ideias.
É pa, acricultura; fardo d'empalha. lavra.
batalha verminosa e amante,
impinge egípcia, fritura fria,
virilha secreta.
Revista do ex-crivo.
incerto atesto
Espelho deflexivo,
amargo à margem do tempo
e à maré das pressas
É fundo,
o fluido incessar das pausas
senhoras comentando a aurora
domingo, 4 de setembro de 2011
sábado, 4 de junho de 2011
domingo, 10 de abril de 2011
quarta-feira, 9 de março de 2011
Miolo de pote
Minha sobrinha é manoelesca. Sem saber ler me escreve nos nossos olhos. Tentei criar uma história com ela, mas é muito agudo pra ser crônica.... essa "as pessoas"...
Ernie chorava periquitos
E da sua boca
caíram dois dentes
Ela queria amigos
e ganhou formigas
(-não, assim não)
Zernie chorava na cadeira
E das águas brotei periquitos
Com dentes subindo a parede
(-é quase, é Ernies)
Ernies é doida!
Não sabe se chora
Ou se borboleta.
Fica presa na laranja
E não sai arco-íris
(-e as formigas?
elas são dançadoras!!!)
É festa de sono,
Vamos dormir?
M.C.
L.za
Ernie chorava periquitos
E da sua boca
caíram dois dentes
Ela queria amigos
e ganhou formigas
(-não, assim não)
Zernie chorava na cadeira
E das águas brotei periquitos
Com dentes subindo a parede
(-é quase, é Ernies)
Ernies é doida!
Não sabe se chora
Ou se borboleta.
Fica presa na laranja
E não sai arco-íris
(-e as formigas?
elas são dançadoras!!!)
É festa de sono,
Vamos dormir?
M.C.
L.za
quinta-feira, 3 de junho de 2010
O que sai do trajeto de casa para o trabalho... é o que dá dar aula em Lucena....
A Balsa e a Chuva
O porto
Comporta o mar
Que repete a chuva
O Barco
vê o cais vestido de noiva
rangendo a música
das agulhas
e de água chinesa
tricor
tando as costas
A alma é o resto
e
vê no porto-sol
O pôr-da-noite...
trafegáveis vagas
nas malhas
do destino
***********************
M.aresia
No mar
Vi um agulhão
Que nadava para o prato
Enquanto isso
Alimentava os olhos
M.C.
A Balsa e a Chuva
O porto
Comporta o mar
Que repete a chuva
O Barco
vê o cais vestido de noiva
rangendo a música
das agulhas
e de água chinesa
tricor
tando as costas
A alma é o resto
e
vê no porto-sol
O pôr-da-noite...
trafegáveis vagas
nas malhas
do destino
***********************
M.aresia
No mar
Vi um agulhão
Que nadava para o prato
Enquanto isso
Alimentava os olhos
M.C.
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