Te proponho um beijar caudaloso,
desprendido e ácido
Sem amarras que vão além dos lábios
E os braços deslaçados como camas
feito um aberto exercício de mantra
Te proponho meus pés e os teus
Num miraculoso caminhar para a via
E nesse amor incomum, palavras-mudas
semeadas no jardim.
Quem sabe o que floresce das cartas
Neste jogo de pele?
Carne acima e abaixo
da umidade,
Me traz por completo
E eu três vezes me infinito.
M.C
Sonho que se sonha só é só um sonho... Independente de qualquer um, a minha realidade
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Poema da memória
Ontem pensei em ti
E esta é uma bela imagem...
A memória é um quadro
Fun da me n tal
Pra quem pensa com o peito.
..
Ontem vi a lua
E o sol.
Ele
guardava seus cabelos
acalmava o seu furor
em reverências
(só por ela)
que não é só lua
Não é só astro
Mas os rostos que amamos,
Sem linha nem tempo.. .
Eu vi a lua
E a saudade
das águas sem fim
M.C
E esta é uma bela imagem...
A memória é um quadro
Fun da me n tal
Pra quem pensa com o peito.
..
Ontem vi a lua
E o sol.
Ele
guardava seus cabelos
acalmava o seu furor
em reverências
(só por ela)
que não é só lua
Não é só astro
Mas os rostos que amamos,
Sem linha nem tempo.. .
Eu vi a lua
E a saudade
das águas sem fim
M.C
terça-feira, 14 de julho de 2009
Carneiros
Carneiros envoltos
em algodão
doce é
Brincar de ser
Aprendiz de amar
Nas m i n u cio sas noites
de Luar
Pulando pra espantar o sono
Quem ama não dorme
Antes de ser feliz
Antes de um lápis
ou giz
Riscar temporal
Antes de uma manhã
de Carnaval
Carneiros de volta
Algodão de ser
Aprendiz de Luar
Nas minuciosas noites
de Amar
M.C.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
A Natureza
terça-feira, 5 de maio de 2009
quinta-feira, 2 de abril de 2009
A fonte
Me era uma vez
Não há muito tempo
A fonte
de Desejos
moedas e do ensejo.
Por ela passaram copos
Baldes e árvores. Cada
qual com seu intento:
Ser pássaro, ser folha
e objeto.
Desaguava nas ondas do vento
da respiração da terra
até sumir uma rocha do rio.
Saí fortuito à ver o espelho
E vi que uma alma minguava.
Inumana, tácita e distante
Sem reflexo, seca e passante...
Na solidão das pedras
As águas eram quem tinham sede.
M.C.
Não há muito tempo
A fonte
de Desejos
moedas e do ensejo.
Por ela passaram copos
Baldes e árvores. Cada
qual com seu intento:
Ser pássaro, ser folha
e objeto.
Desaguava nas ondas do vento
da respiração da terra
até sumir uma rocha do rio.
Saí fortuito à ver o espelho
E vi que uma alma minguava.
Inumana, tácita e distante
Sem reflexo, seca e passante...
Na solidão das pedras
As águas eram quem tinham sede.
M.C.
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