As águas matam
de inanição com o ar
da tua espera
Minhas raízes
Encharcadas de pó
Minhas lágrimas
Esquecidas da arte de chorar
tudo e nada
de uma sede úmida
de talhar palavras
No alquebrar de gotas
por uma vida que
não espera
M.C.
Sonho que se sonha só é só um sonho... Independente de qualquer um, a minha realidade
domingo, 18 de outubro de 2009
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Por um canto Latino Americano

Homenagem à Mercedes Sosa, La Negra, que nos deixou este domingo, partindo em sonos e sonhos de uma América do Sul Livre.
La Negra
Morre
e nós, de luto
Cantamos
A voz escura
de bandeiras vermelhas
- e nós,
Cantamos -
Fronteiras
Sem paredes...
Andina,
Nordestina,
de uma luta
que não cabe na caixa
se espalha
Ao fim de uma sina
vestida de mar.
Duerme à tua hora,
Estrellita del alma
Duerme
que nosso corpo
segue à tua canção
M. C.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Propostas 2
Te proponho um beijar caudaloso,
desprendido e ácido
Sem amarras que vão além dos lábios
E os braços deslaçados como camas
feito um aberto exercício de mantra
Te proponho meus pés e os teus
Num miraculoso caminhar para a via
E nesse amor incomum, palavras-mudas
semeadas no jardim.
Quem sabe o que floresce das cartas
Neste jogo de pele?
Carne acima e abaixo
da umidade,
Me traz por completo
E eu três vezes me infinito.
M.C
desprendido e ácido
Sem amarras que vão além dos lábios
E os braços deslaçados como camas
feito um aberto exercício de mantra
Te proponho meus pés e os teus
Num miraculoso caminhar para a via
E nesse amor incomum, palavras-mudas
semeadas no jardim.
Quem sabe o que floresce das cartas
Neste jogo de pele?
Carne acima e abaixo
da umidade,
Me traz por completo
E eu três vezes me infinito.
M.C
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